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Conheça os sintomas e tratamentos da herpes zóster.


Algumas marcas de nossa infância nunca desaparecem totalmente e uma delas é a da catapora ou varicela, a doença causada pelo vírus varicela-zóster. Se caracteriza por bolhas avermelhadas que surgem na pele e mucosas por todo o corpo, em quantidade que pode chegar a mais de 500 unidades. Elas vêm acompanhadas de febre baixa e moderada, com duração média de quatro dias. A maioria das pessoas contraiu catapora antes dos 10 anos de idade. Entre as que têm mais de 40 anos, 95% já tiveram catapora. A vacina que previne essa doença chegou às clínicas privadas do Brasil no final dos anos 1990 e só em 2013 passou a fazer parte da relação de imunobiológicos oferecidos pelo SUS para crianças.
Não sei porque não lembro, mas foi muito tempo. Mas até meus filhos não tinham vacina, todos tiveram catapora e tinha aquela coisa de que era melhor ter a doença para ficar imunizado. Este pensamento é um mito. É verdade que em crianças a catapora costuma ser uma doença menos grave, mas em alguns casos pode levar até internação e a morte. Em adolescentes e adultos, ela na maioria das vezes ocorre de forma bem severa e esse risco não é o único problema.
A catapora só se pega uma vez, mas ela deixa o vírus varicela-zóster incubado nas células nervosas do nosso corpo. Esse sono pode durar várias décadas, mas quando ocorre a diminuição da imunidade, seja por doença, estresse muito forte, tratamento com certos medicamentos ou simplesmente pela idade, o vírus é reativado, corre pelos nervos e chega até a pele, causando o herpes zóster, também conhecido como cobreiro. O herpes zóster pode aparecer em qualquer parte do corpo, geralmente acomete um dos lados, com mais frequência no tronco, no rosto e nas coxas. As bolhas que surgem são acompanhadas de dor muito intensa, em alguns casos incapacitante, e se a região do olho for acometida, pode provocar cegueira.
Eu vou dizer uma coisa, senhora, eu tive câncer e eu não sofri com o câncer. O que eu sofri foi com esse herpes, que é uma dor assim muito desesperadora, muito ruim. É uma coisa que, quando estávamos acordados, estava presente e só para de doer na hora que você consegue dormir. É uma dor muito forte e é um momento que estamos acordados, você está com dor e só para de ver na hora que você consegue dormir. É uma coisa muito difícil e é um momento que estávamos acordados. Isso afetou muito a minha qualidade de vida e esse comprometimento não ocorre apenas no auge da doença. Afetou muito, fiquei dois meses sem poder dirigir porque inclusive os remédios eram muito fortes e eu ficava assim meio fora de controle. Então, não poderia jamais dirigir e não tinha estabilidade também na perna. Tive que fazer uma fisioterapia para voltar a ter um controle da perna até para dirigir. Isso afetou muito o meu dia a dia porque minha filha que me ajudava aqui com as compras e fazer as coisas.
Essa dor conhecida como neuralgia pós-herpética é a complicação mais comum do herpes zóster e acomete de 10 a 15% das pessoas que tiveram a doença. Ela pode durar meses e até anos. Não existe cura para o herpes zóster e o tratamento tem como objetivo diminuir a dor e reduzir e prevenir complicações. Tomei um remédio que na verdade está passador, né, que não existe. Acho que remédio procops, mas a prevenção do herpes zóster pode ser feita com a vacinação. A vacina herpes zóster é aplicada em uma dose e é recomendada para pessoas com mais de 50 anos. Ela diminui o risco de se contrair a doença e principalmente o risco de dor crônica.
Fonte: HERPES ZOSTER por SBIm Nacional

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