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Entenda a relação entre herpes genital e labial – Informações úteis.

DST: Herpes genital e labial

Você já ouviu falar em apps podem ser uma doença sexualmente transmissível? O doutor Wagner, primeiro cronista da clínica Pretos, hoje vai conversar sobre o EPS. Se gostou, já deixa seu like e inscreva-se no nosso canal. Encaminhe para seus amigos nas redes sociais.


O que é o EPS?

A doença é o EPS, causada por um vírus chamado APPS. Tem dois tipos de APPS: o vírus do tipo 1, que é o vírus do tipo 2. O EPS do tipo 1 é o ex-labial, aquele APPS que dá no cantinho da boca, em cima ou em baixo. Na região genital, encontramos o tipo 2, devido a mudanças nos hábitos sexuais. Estamos encontrando os vírus também trocados, tipo 2 em cima e tipo 1 embaixo, e vice-versa.


A transmissão do EPS

A doença é muito contagiosa. Se for feito sorologia de toda a população, nós vamos encontrar sorologia positiva para o EPS em cerca de metade das pessoas, mas isso não significa que metade das pessoas têm a doença. O exame positivo para o vírus significa que você teve contato com o vírus, mas o corpo bloqueou o vírus e criou um sistema imunológico que impediu que ele desenvolvesse a doença.

O contato com a lesão, com as bolhas, pode desenvolver a doença. Ela é caracterizada por bolinhas de água que surgem e depois formam uma ferida no local. Isso não é a doença. A doença tem um ciclo tão importante. Quem já tem, deve entender que tem um caminho para seguir com a doença.

Uma vez adquirido o vírus, ele fica dentro do corpo, guardado dentro de gangues nervosos. No caso do tipo 1, no câmbio que existe aqui na frente do vídeo, e no caso do tipo dois, em gangues que ficam na região pélvica ou na bacia do paciente. Quando a pessoa vai desenvolver a doença, é comum aparecerem os sintomas do EPS um ou dois dias antes de surgirem as lesões. A pessoa sente alguma coisa no local onde vão aparecer essas lesões: uma ardência, uma coceira, um comichão, dor e queimação. Depois de 12 dias, vão surgir bolinhas no local da lesão da pele. Essas bolinhas podem durar uns três ou quatro dias, estourar bolhas de água nas histórias e vai formar uma feridinha no local. Enquanto ela está como bolinha de água e enquanto ela está como ferida, ela é transmissível, é altamente transmissível. Apenas o contato teoricamente poderia transmitir, mas quando está com lesão, ela é muito transmissível. O simples contato pode passar para outra pessoa. No caso do herpes labial, beijar uma criança ou beijar o parceiro pode transmitir a doença. No caso do herpes genital, é necessário que haja um contato sexual para transmitir a doença.


O tratamento do EPS

Uma vez adquirido o vírus, não tem cura. Ele irá evoluir em ciclos de surtos, podendo levar semanas, meses ou até anos para voltar a aparecer novamente. As pessoas acham que a manifestação da doença na pele é a doença em si, é o vírus. Estão tratando a pele, mas a doença deveria assumir, mas isso não ocorre porque os vírus retornam ao câmbio nervoso e ficam guardados esperando um novo momento de seu ressurgimento.

Existem vacinas para o vírus, mas a gente ainda não dispõe de vacina para o EPS. Então, as recomendações para quem tem é que tenha muito cuidado quando estiver em atividade da doença. Limpeza local com água e sabão, deixar bem limpinho para evitar uma infecção secundária. Se não, demorará mais ainda para cicatrizar aquela lesão, e a pessoa ficará transmissível por mais tempo dos vírus. O uso de algumas pomadas também está indicado, como o aciclovir, principal versão tópica que utilizamos comumente para o tratamento da lesão. O problema é que essas pomadas vão apenas adiantar a cicatrização da lesão, mas elas não vão impedir o surgimento de novas lesões. O uso de medicamentos por via oral também pode ser feito, mas esses comprimidos são muito tóxicos e podem afetar o fígado. Eles são utilizados apenas nos pacientes que têm indicação, que têm muitas vezes surtos que têm algumas semanas, o professor at quais o câncer ou alguma coisa assim que pode estar favorecendo o ressurgimento da doença.

Então, se você tem EPS, procure ajuda médica. Mas saiba que o tratamento será apenas paliativo. Não tem nenhum remédio por enquanto que consiga bloquear totalmente a doença e evitá-la de transmitir para os seus companheiros, seus parceiros, seus filhos e familiares. Então, quem tiver a doença, tem a responsabilidade de cuidar para que outras pessoas não adquiram essa doença.


Dr. Wagner, médico urologista da Clínica Pretos

Fonte
HERPES GENITAL E LABIAL – QUAL A RELAÇÃO? por Priapus