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Neuropatia periférica: Tratamentos e opções de tratamento recomendadas.


E quais são as medicações e os tratamentos que são feitos então para esse tipo de problema que são as neuropatias periféricas?
Doutor fazendo-lhe: Então, vamos lá. A primeira coisa é tentar identificar a causa, que é sempre um fator primordial. É assim que a gente tenta tratar, porque às vezes só isso resolve. Então, uma tireoide que você trata e compensa melhora; uma B12 que você repõe, melhora. O diabetes é um pouquinho mais danadinho, porque a agressão é tão extensa que mesmo “alisando” o diabetes, demora alguns meses para que você regule e a dor passe.
Por incomodo passar e a primeira coisa é sempre atrás da causa, como você falou do projeto consumo, tentar melhorar e por aí vai. Quando isso não é possível ou suficiente, a gente lança mão de maneiras que podem ser tanto tópicas como orais para ajudar e fazer um beneficio para o paciente.
Os remédios mais comuns e os mais competentes são os antidepressivos. Por incrível que pareça (ou não), quando você entende o mecanismo, é compreensível, já que o mecanismo é do cérebro. Os mesmos transmissores que nos ajudam a manter o humor e a controlar a ansiedade, também regulam a percepção de dor e dormência no sistema nervoso.
Então, quando aumenta a oferta de serotonina, dopamina e noradrenalina, que são o papel desses dos antidepresivos, ou tricíclicos, como a amitriptilina (essa leitinha) ou dois SSNRI, especialmente a duloxetina, venlafaxina e desvenlafaxina, esses remédios, aí, são tricíclicos, aumentando esses neurotransmissores. Eles não melhoram a polineuropatia, interessante, mas melhoram a percepção do incômodo causado pelo platô pacino sério.
Por isso, é importante que a gente não se contente em apenas tratar os sintomas. Você precisa ir atrás da causa. É porque se você ficar confortável em só tratar os sintomas, você pode acabar prevenindo para sempre a cura.
Entre as outras classes que são competentes, estão os da gabapentina, pregabalina e foram criados com um foco anticonvulsivante. E aí, a gente descobriu que eles eram ótimos para equilibrar não os nervos da cabeça, mas sim os periféricos, e parar com essa hiperexcitabilidade da neuropatia, melhorando os sintomas.
O clonazepam é um remédio que ajuda muito no tratamento da neuropatia. Ele é um remédio benzodiazepínico que age rapidamente no nosso cérebro, ajudando a controlar a “excitação” dos nervos, proporcionando uma melhora dos sintomas da doença.
Outra opção é a capsaicina, que estimula a liberação de uma substância que chama P, uma substância que tem a ver com o nervo trigêmeo da face, da boca e da língua; ela só dá o prazer. Então, a pimenta cria capsaicina para fugir de predadores, mas ela sabia que os humanos não iam querer trazê-la naquilo que a gente come. E aí, a gente usa isso na pele. Tem um probleminha aqui no começo: arde igual a pimenta, mas depois pode melhorar.
Dá para usar Botox, a toxina botulínica, que ajuda pregasson e quando muito grave, dá para fazer cirurgia, mesmo de cortar as vias neurológicas, para o paciente parar de sentir dor, mas aí já é quando, entre aspas, a gente já não espera a funcionalidade. Já tem outro patamar e outra gravidade, como não o tetraplégico que trafega lá no curso.
A lembrando que quem for usar capsaicina tem que ter uma profissão adequada para isso. Geralmente, o médico prescreve e muito cuidado quando for aplicar o creme na ousadia. No vaso lavar muito bem, porque a gente coloca nos lábios ou nos olhos e vai ter uma grande irritação. Vai se lembrar que é para usar, mas é uma boa.
Fonte: Quais são os tratamentos para neuropatia periférica? por Canal da Artrose com Dr.André Kruel