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Leishmaniose visceral: preocupação nas grandes cidades.

Leishmaniose Visceral

  • A leishmaniose visceral é uma doença de grande risco para a saúde pública que nos últimos anos prolifera no Brasil principalmente devido à dificuldade do diagnóstico e fatores climáticos.
  • Projeções apontam um avanço ainda maior sobre grandes centros urbanos nos próximos anos, assim como em países com condições precárias por conta da reprodução de insetos transmissores em depósito de matéria orgânica em decomposição.
  • Nos anos 1980, a doença era vista como rural e restrita à região nordeste. Em 2016, o Ministério da Saúde registrou 3.626 casos e 275 mortes em todo o país.
  • Em Roraima e Amapá, os primeiros casos em cães domésticos, que atuam como reservatório para o usuário que provoca a doença, foram registrados em 2017, mesmo ano das primeiras ocorrências em humanos em Florianópolis e Porto Alegre.
  • No estado de São Paulo, desde 1999, a leishmaniose visceral se propaga em direção ao litoral. A temperatura elevada e a ocorrência de insetos transmissores próximos à rodovia Marechal Rondon explicam um caminho no ES ao longo das últimas duas décadas.
  • Análises de risco apontam que a região central do estado é a que mais sofrerá contaminação ao longo dos próximos anos.

Sintomas e tratamento

Causada por um protozoário Leishmânia e Infanto Chagasi e transmitida por mosquitos palha, a leishmaniose visceral pode causar diferentes sintomas como febre, emagrecimento e aumento do fígado e baço. Se não tratado, pode ser fatal. A letalidade é de 7,8 por cento em média.

Há poucos medicamentos para seu tratamento, como a aplicação de injeções intramusculares pelo período de um mês ou mais, com efeitos colaterais intensos. O recomendado pelo governo como forma de controle da doença é a eutanásia de cães infectados, ainda praticada por conta de sua baixa eficiência diante da alta proliferação da doença.

Donos podem utilizar a droga miltefosina, porém seu uso não elimina completamente a transmissão dos parasitos em áreas de grande risco. O governo também prevê a distribuição de coleiras que custam em média R$100 e com tendência de descida para controle de leishmaniose visceral, o que propicia redução significativa de certos transmissores em áreas testadas.

Prevenção

Com o apoio da população por meio de ações básicas de higiene ambiental, como a limpeza periódica dos quintais e abrigos de animais domésticos, destino adequado do lixo orgânico e uso de inseticida em locais de risco, é possível inibir a reprodução do mosquito transmissor e contribuir para a prevenção da doença.

Fonte
Leishmaniose visceral avança nas metrópoles por Pesquisa Fapesp