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A importância do tratamento completo da leishmaniose em doenças tropicais.

Leishmaniose – Uma doença pouco falada

A leishmaniose se manifesta de duas formas, sendo a mais comum nas Américas a cutânea, que ataca a pele, e a mais grave é a visceral, onde o índice de mortes chega a noventa porcento dos casos quando a doença não é tratada.

Para mostrar os efeitos da leishmaniose, nossos repórteres foram ao interior do país, em Mato Grosso, onde conheceram o agricultor Ataíde da Silva.

  • Cutânea – ataca a pele
  • Visceral – mais grave, com índice de mortes elevado

Em periferias das grandes cidades, onde a falta de saneamento e lixo a céu aberto e as áreas rurais desmatadas são os lugares propícios para a proliferação do mosquito flebótomo, que transmite a leishmaniose.

Para chegar até a casa do seu Ataíde, nossos repórteres percorreram vários quilômetros em uma rodovia, depois uma estrada de chão e depois uma travessia de balsa, foram cerca de 3 horas para chegar.

No assentamento Rural da Água Fria, na Chapada dos Guimarães, vivem cerca de 56 famílias, e em várias delas já foi registrado pelo menos um caso de leishmaniose.

Em sua pequena propriedade rural, seu Ataíde vive com a esposa há quase 20 anos.

Sintomas

Seus primeiros sintomas foram coceira no nariz e feridas que começaram a se espalhar pelo corpo.

“Eu comecei ver se eu não sabia eu fui sentindo assim divido perdendo o e comecei assim coçando meu nariz e aí foi onde eu conheci médico que eu descobri né. Essa Doença ela disse que não desperta o interesse do da grande indústria né então porque ela não vai reverter no lucro são doenças que acometem populações muito empobrecidas né, populações negligenciadas e que não vão poder por exemplo adquirir medicamentos nomes são medicamentos que são adquiridos por governos né, a leishmaniose é uma das mais negligenciadas.”

Até hoje, ainda temos poucas opções de tratamento, embora elas funcionem em até certo nível. Elas têm muitas limitações causadas pelo protozoário leishmaniose.

Transmissão

A doença é transmitida pela picada da fêmea de um inseto popularmente conhecido como mosquito-palha, tatuquira ou birigui.

O tratamento é feito com medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, os quais são de uso injetável e precisam ser administrados por períodos relativamente prolongados.

A OMS estima que 350 milhões de pessoas estejam suscetíveis à infecção nas Américas, sendo que as leishmanioses estão presentes em 18 países. O Brasil concentra noventa porcento dos casos da América Latina e registrou em 2019 quase 15 mil casos. Sessenta e sete porcento dos pacientes evoluíram para a cura clínica e quase dois por cento deles abandonaram o tratamento.

Exemplo de Paciente

Seu Benedito foi um dos pacientes que abandonou o tratamento e, por causa da pandemia, demorou a buscar ajuda. No caso dele, a leishmaniose afetou a mucosa da boca.

“Eu nunca tinha escutado falar dessa doença, aí ele falou, daí que a gente ficou preocupado né. Você chegou a perder peso nas épocas que emagreceu, 68kg para 46kg.”

Agora, ele promete não abandonar mais o tratamento.

Conclusão

A leishmaniose é uma doença negligenciada que afeta populações empobrecidas e negligenciadas. É transmitida pela picada do mosquito flebótomo e pode levar a graves consequências se não for tratada adequadamente. O Brasil concentra noventa porcento dos casos da América Latina e registrou quase 15 mil casos em 2019. É importante buscar ajuda médica ao primeiro sinal de sintomas e seguir o tratamento até o final.

Fonte
Doenças tropicais: concluir o tratamento contra leishmaniose é fundamental por TV Brasil